sábado, 27 de fevereiro de 2010


A solidão de um conquistador

Não sei qual é a palavra mais coerente no momento, posso usar saudade, nostalgia, euforia, utopia, solidão, esperança, etc. Todas elas são verdadeiras de fato e encaixariam em alguns pontos. Mas não transmitiria realmente os meus sentimentos. Não mostraria minhas emoções, os flashes gravados em minha memória, os sonhos, os pensamentos, etc. Busco insistentemente me conhecer todos os dias para te encontrar dentro de mim. Para te falar da melhor forma, quem sou e quem és tu para mim. Não me culpe por isso, também sou vítima dos meus sentidos. Tenho perdido tantas pessoas e oportunidades e se você me abandonar agora mais uma vez desacreditarei no amor e viverei amaldiçoado com essa pedra aqui dentro do meu coração.

É difícil ser compreendido! O mundo é cheio de afazeres, de horas marcadas, de prateleiras completas de escolhas, de dúvidas e metas. Não sobra espaço pra quem quer se descobrir. É mais fácil vestir uma fantasia e seguir o manual, como um robô ou como um escravo do século xv. Já dizia o sábio; “A maneira mais eficaz de tornar os pobres inofensivos é ensiná-los a quererem imitar os ricos. É esse o veneno com que o capitalismo nos cega…” Afinal, quem ganha com isso? Já pensou? Quem se conhece não é mais feliz? Quem sabe o que quer, já não é vencedor? Quem descobre o amor não admira a Cristo? Sinto em dizer isso, mas não saberiam me responder nem se quer uma dessas perguntas os homens desse sistema ditador.

E assim não sou mais feliz comigo mesmo por saber de tantas coisas. Porque descubro que as pessoas não querem aprender, não buscam mais a sabedoria, vive no comodismo. E isso é uma praga, uma falta de lealdade com a vida.

Então meu amor, me perdoe, mas não sou deste mundo. Sou um pensador, descobridor de mim mesmo, poeta da vida, mestre do reino. Não tenho discurso básico para todas as ocasiões, mas possuo uma crítica para cada tese. Pois o progresso não pode parar. Reflita nessa alegoria; “Como um furacão em seu estado de magnitude e majestade. Rodeado de ventos e raios, na sua mais plena forma de destruição, por onde passa, deixa seu rastro de poder. E ainda sim continua sendo uma obra prima da natureza”

Assim sou e não negarei…

Por: John Thinker
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Breviário sobre o ego


Em comum as coisas são feitas ou escolhidas com vistas noutras coisas. São meios para determinados fins, que por sua vez, são meios para outros fins e aí os fins já não justificam os meios. Essa sucessão termina na felicidade de quem as propõe, que é um fim em si próprio, e não com vistas noutra coisa ou pessoa. Três tipos principais de vida: a vulgar, a política e a contemplativa. A vulgar crítica às formas essenciais, negando a existência de um "bem em si" fazendo bem ao próximo, levado a pensar que o bem é identificado nas coisas particulares. A vida política nada mais é que a malificência de persuadir em benefício próprio... A arte da mentira que exerce o “bem absoluto” em prol de si mesmo considerado como auto-suficiente, no sentido de que torna a vida desejável e carente de nada. A felicidade é uma atividade, governada pelo princípio racional do homem. A felicidade é alcançada por atos nobres e virtuosos, que devem ser aprazíveis em si mesmos e contemplar o próximo com um pouco de si para ajudar ao outro.





Por Eduardo Gadilha